A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25). O período foi marcado por intensa atividade comercial observada em todos os segmentos do grupo e por recordes operacionais alcançados no período. Esse resultado aliado à melhora de preços na mineração e em cimentos, levaram a companhia a registrar o maior EBITDA do ano até o momento. O desempenho ressalta também a importância de contar com uma operação diversificada e verticalizada que proporciona maior eficiência e resiliência para a operação. Como consequência, o EBITDA Ajustado do 3T25 atingiu R$ 3,3 bilhões (+25,6% contra o 2T25), com uma margem EBITDA ajustada de 26,8%.
Menor custo de produção dos últimos 4 anos
A CSN tem desenvolvido uma série de projetos para tornar o processo siderúrgico mais competitivo e o resultado alcançado agora reforça essa tendência. No 3T25 já foi possível observar uma maior eficiência do alto forno resultando no menor custo de produção de placa dos últimos anos, fator este que deve também beneficiar os próximos resultados. Por outro lado, a manutenção de um ambiente competitivo ainda hostil e toda a pressão nos preços acabaram por compensar a tendência favorável de custos.
Como resultado, o EBITDA Ajustado da Siderurgia foi de R$ 428,3 milhões no 3T25, com margem EBITDA ajustada de 8,1% (- 2,7 p.p. contra o 2T25).
Melhora de preços
No 3T25, a CSN registrou o segundo maior volume de vendas da sua história mesmo com preços mais altos praticados no período, o que mostra que o consumo de cimentos segue sólido e bastante resiliente, ainda mais quando se considera as altas taxas de juros. Como resultado dessa dinâmica, a Companhia conseguiu expandir em mais de 32% o seu EBITDA do segmento ao registrar um resultado recorde de R$ 387,5 milhões no 3T25 e com margem EBITDA de 29,1%.
Recorde de produção e vendas
Com 12,4 milhões de toneladas vendidas no 3T25, a CSN atingiu um novo recorde suportado pelo melhor nível de embarques na história do Tecar que, pela primeira vez, embarcou 4 milhões de toneladas (Mt) em um único mês. A combinação do excelente desempenho operacional com preços mais altos do minério de ferro observados no período, resultou na forte evolução de EBITDA verificada no período (+57% de crescimento contra o trimestre anterior).
Como consequência, o EBITDA Ajustado da mineração atingiu R$ 1,9 bilhão no 3T25, com margem EBITDA ajustada de 43,9%.
Terceiro trimestre consecutivo de queda na alavancagem
Após o forte desempenho operacional alcançado no 3T25, a CSN conseguiu, mais uma vez, reduzir o seu nível de alavancagem, com o indicador dívida líquida/EBITDA UDM atingindo 3,14x no período. Essa redução de 35bps frente ao fechamento do ano anterior, mesmo com todos os desafios enfrentados em 2025, mostra que a administração segue bastante comprometida em reduzir o seu nível de endividamento suportado por resultados operacionais cada vez mais robustos ao mesmo tempo em que trabalha para otimizar a sua estrutura de capital nos próximos períodos.
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